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Muitas grandes empresas do mundo são lideradas por famílias.

Entre as maiores estão a gigante varejista Walmart, a montadora alemã Volkswagen, a Nike e a Samsung. No Brasil, podemos destacar o Itaú Unibanco, dos Moreiras Salles, a Metalúrgica Gerdau e o Grupo Votorantim, de Ermírio de Moraes, entre outras.

A estimativa é que entre 65% e 80% das empresas do mundo são familiares. Das microempresas às mundialmente conhecidas, o grande desafio é sobreviver às futuras gerações.

A profissionalização da gestão é o passo mais importante para consolidar uma empresa familiar e envolve várias etapas e mudanças. O primeiro passo é conhecer profundamente a realidade da empresa.

Não é possível mudar sem ter consciência dos processos e fluxos de trabalho já estabelecidos, até para poder identificar os gargalos e propor as melhorias. Na sequência, é preciso definir o posicionamento da empresa no mercado, estabelecendo sua missão, visão e valores. Isso é fundamental para traçar os objetivos estratégicos do negócio.

Mudar um modelo de gestão exige uma boa dose de coragem e, acima de tudo, a capacidade de antecipar as tendências do mercado e de se preparar para os novos momentos.

Para trilhar esse caminho, é necessário investir em três pilares: processos, pessoas e tecnologia. Identificar as lideranças, definir muito bem os papéis, atribuir as responsabilidades e determinar prazos. As regras do jogo precisam estar claras.

Da revisão dos processos, racionalização de custos e introdução de novas normas à realização do planejamento estratégico. Para crescer de forma sustentável é imprescindível compartilhar com os colaboradores o novo momento da empresa. Aprimorar a comunicação com clientes, fornecedores e colaboradores é dar transparência e credibilidade à gestão. Para isso, podem ser utilizadas estratégias variadas de marketing, on e off-line, como as mídias digitais, boletins internos e e-mail marketing, entre outras ações.

Ao assumir o comando de uma empresa estabelecida há duas décadas e bem posicionada no mercado de distribuição de combustíveis, eu encarei o desafio de conduzi-la a um nível de profissionalização que fosse além do fator econômico. E, para isso, foi preciso enxergar além da família. Há três anos no comando da empresa tenho a plena certeza de que o maior investimento deve ser sempre nas pessoas.

A preocupação e o respeito aos profissionais, além do cuidado com as suas condições de trabalho, refletem-se, muitas vezes, em iniciativas simples como na aquisição de mobiliário ergonômico e na livre oferta de frutas nos ambientes de trabalho, só para citarmos alguns exemplos. A capacitação contínua, o estímulo à liderança e a participação em eventos da área, além da criação de um programa de participação nos resultados, entre outros novos benefícios, são algumas medidas que podem ser adotadas.

O século XXI mudou as relações profissionais e hoje elas são muito mais dinâmicas e globalizadas. É fundamental aliar o conhecimento técnico ao relacionamento com a equipe. Um bom líder, primeiramente, deve ser um bom gestor de pessoas. Deve agir de forma transparente, entendendo habilidades e compreendendo perfis. Liderar é, acima de tudo, inspirar! O desafio é diário, em busca da melhoria de processos e de agregar as melhores pessoas para a perenidade da empresa.

Jornal DCI


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